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Esta página é dedicada a experiências e tendências em Geoprocessamento como: Geo Corp, Geo BI/Big Data, GIS Cloud (Geo na Nuvem) e em como a união de TI + GEO faz diferença no mercado e no Setor Público.

A EVOLUÇÃO DO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO COM TI + GEO

O OP – Orçamento Participativo é considerado um dos mais inovadores mecanismos já criados para priorização de demandas, projetos e políticas públicas, e dos respectivos investimentos envolvidos, com participação direta e efetiva da população. A primeira iniciativa bem-sucedida ocorreu em 1989, em Porto Alegre – RS. O modelo foi adotado por várias cidades brasileiras e também do exterior como: Saint Denis/França, Rosário/Argentina, Montevidéu/Uruguai, Barcelona/Espanha, Toronto/Canadá e Bruxelas/Bélgica.

De acordo com o site Wikipedia, “Orçamento Participativo é um mecanismo governamental de democracia participativa que permite aos cidadãos influenciar e/ou decidir sobre os orçamentos públicos, geralmente o orçamento de investimentos de prefeituras municipais, através de processos de participação da comunidade, como plenárias ou assembléias abertas e periódicas de negociação direta com o governo”.

É, portanto, uma inovação nascida no Brasil, após a redemocratização, replicada para outros países e que continua sendo um instrumento importantíssimo na ampliação do diálogo entre governo e população, 24 anos depois de sua criação.

Porém, nestes 24 anos também, graças à tecnologia, principalmente com o surgimento e popularização da internet, muita coisa evoluiu. Vivemos na chamada Era da Informação, onde as mudanças ocorrem em uma velocidade cada vez maior. O mundo, em tempos de globalização, parece diminuir suas distâncias físicas e comerciais, embora ainda esteja longe de diminuir as sociais (apesar de todos os esforços e avanços nesse sentido), e está cada dia mais conectado.

A Mídia tradicional (jornais, revistas, rádio e televisão) foi parar na web. Mas, perdeu a exclusividade na produção de conteúdo. Blogs e redes sociais deram aos leitores/expectadores, antes meros consumidores, a possibilidade de também produzir conteúdo, de forma dinâmica e por dispositivos diversos: notebooks, tablets e smartphones. Eles tornaram a mobilidade possível tomando o espaço dos desktops, os computadores de mesa, fixos e com fios.

Por falar em fios… as redes sem fio também têm evoluído em velocidade e performance e logo farão o mesmo com as redes cabeadas. A computação em nuvem/cloud computing otimiza infraestrutura e custos e torna dados e aplicações acessíveis de qualquer lugar, a qualquer tempo. As redes sociais, antes vistas apenas como uma nova plataforma de comunicação (embora alguns ainda a vejam dessa forma), passaram a refletir as mudanças de comportamento, de relacionamento, de valores, de aquisição e transmissão de conhecimento e de anseios da sociedade.

Um destes reflexos é que vivemos, em escala mundial, uma crise de representatividade e credibilidade das instituições, sobretudo políticas. Movimentos como a chamada Primavera Árabe, o Occuppy WallStreet, as manifestações no Brasil, e agora na Ucrânia, que nasceram nas redes sociais e ganharam as ruas, são uma prova de que as fronteiras entre o mundo real/físico e o virtual não existem mais. Tudo se mistura, se confunde. Não é de se estranhar, portanto, que neste contexto, o OP, por mais inovador que tenha sido quando surgiu, também evoluísse.

Mas, o que Tecnologia e Geoprocessamento têm a ver com isso? Muito. Aliás, tudo!  A pergunta correta seria: O que a TI e o Geo podem fazer pelo OP? 

TI: ferramentas de colaboração

Elas têm enorme relevância no mundo conectado de hoje. Uma das mais difundidas e utilizadas é o Wiki, um repositório de conhecimento construído de forma colaborativa/conjunta. O site Wikipedia é seu melhor e mais famoso exemplo. Tal qual o OP, o conceito de Wikicidade é altamente inovador e nascido no Brasil, fruto de pesquisas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, que resultaram na criação de uma plataforma digital para discussão da história, realidade e futuro de territórios específicos. Resumindo, a população tem voz e vez para discutir sua cidade (mostrando o que ela tem de bom e o que precisa melhorar) e participar com sugestões e ideias mobilizando a própria comunidade para ajudar a transformá-las em realidade, ou seja, em projetos e políticas públicas.

Geo: 02 perguntas que mudam tudo… onde e quando

É aqui que o Geo faz toda a diferença! Respondendo essas perguntas relacionamos o Contexto (a realidade do Município com informações sobre Saúde, Educação, Mobilidade Urbana, Meio Ambiente, etc) com o Território (bairros, regiões, informações demográficas e socioeconômicas) para acompanhar e potencializar os resultados de políticas públicas ou criar novas.

O projeto PortoAlegre.cc não deixa dúvidas quanto à vocação pioneira da cidade em inovação. Assim como inovou ao criar a primeira iniciativa de Orçamento Participativo, ela repete o feito com sua experiência de Wikicidade, transformando-a na evolução do próprio OP do Município. Cada um dos 82 bairros estão na plataforma, sendo possível navegar pelo mapa e publicar conteúdos sobre a cidade diretamente em redes sociais como Twitter, Facebook e YouTube.

O projeto possui licença Creative Commons, daí o “cc” no nome (tipo de licença de propriedade intelectual criado para compartilhar conteúdos culturais livremente, desde que citada a fonte). Significa que, na prática, assim como há 24 anos atrás com o OP, o modelo de Wikicidade de Porto Alegre pode ser replicado em qualquer lugar do mundo.

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GEOCORP E A EXPERIÊNCIA DE GUARULHOS

Para facilitar o entendimento vamos explicar as duas palavras separadamente (o que, também, torna mais clara a diferença que fazem quando se unem…).

Geoprocessamento: Nada mais é do que o uso de informações que estejam vinculadas a algum lugar no espaço (seja por meio de um simples endereço ou com uso de coordenadas) que podem ser representadas em mapas de maneira automatizada.

Torna-se Corporativo quando: integra dados geográficos com outros tipos de dados (estruturados em um banco de dados geográfico atualizado constantemente) e os disponibiliza, via web (um portal), de forma segura e confiável. Aliás, é muito comum a confusão entre Geo Corp e Geo Portal, justamente, por conta do acesso via web. Porém, embora pareçam, não são a mesma coisa. Os objetivos são completamente diferentes, o Geo Portal é voltado para visualização de mapas e consulta, sem grande preocupação com a periodicidade de atualização dos dados. No caso do Geo Corp, a atualização é mandatória! Pois, são integrados a outros sistemas corporativos legados, acessados por várias áreas e equipes. Além disso, não se visualiza mapas apenas, mas se produz novas informações com o uso de recursos de edição espacial.

Para uma Prefeitura, por exemplo, informações atualizadas e integradas fazem toda a diferença! Imagine construir mapas com indicadores como: o número de escolas do município, número de alunos atendidos e regiões da cidade beneficiadas ou ainda regiões onde o número de escolas é insuficiente em relação à demanda. Ter à mão informações estratégicas para tomada de decisão sobre novos projetos e monitoramento de políticas públicas é um diferencial em tanto em termos de gestão. Vale lembrar que a população também é beneficiada ao ter acesso a informações diretamente relacionadas com seu cotidiano como:

  • Serviços Públicos:  localização de escolas, creches, universidades, hospitais, telecentros, etc;
  • Atividades Econômicas: empresas, feiras livres, comércio, indústrias, etc;
  • Políticas Públicas: programas e projetos sociais;
  • Lazer e Cultura: quadras, bosques, academias populares, cinemas, teatros, bibliotecas, pontos de cultura;
  • Transporte e Localização: linhas e pontos de ônibus, pontos de táxi, localização de endereços, rotas e  trajetos.

Municípios como Fortaleza e Guarulhos (na região da Grande SP) têm inovado na utilização do geoprocessamento corporativo. Guarulhos tem números superlativos, dignos de qualquer capital do país. Tem quase 1,3 milhões de habitantes, cerca de 22 mil nascimentos/ano, é a oitava economia do país, a segunda maior cidade do Estado de São Paulo, abriga um dos maiores aeroportos brasileiros, possui forte presença de empresas e indústrias de vários segmentos,  e vive um “boom” imobiliário sem precedentes em sua história. Nunca se construiu tanto na cidade.

Para ajudar a planejar suas ações, a Prefeitura tem no Geoprocessamento um forte aliado. A solução de geoprocessamento corporativo, batizada de Geocidadão, é robusta e possui três interfaces:

Corporativa: para acesso restrito aos servidores e gestores municipais possui recursos avançados de edição espacial e aplicativos customizados de inteligência geográfica (de acordo com as necessidades das secretarias e coordenadorias municipais) para produção e análise de informações, além de outros recursos extremamente úteis para a tomada de decisão, como: painéis de monitoramento (dashboards), indicadores e mapas temáticos (tipo de mapa que se utiliza de gráficos, cores e legendas para representar aspectos diferentes como: econômicos, demográficos, ambientais, etc. Por exemplo, a população total da sua cidade, por sexo e bairro, é um mapa temático);

Pública: para acesso pela população permite a realização de consultas e buscas espaciais com visualização de imagens associadas (suponha que você fez uma busca por escolas e creches municipais, de determinado bairro, por exemplo, se houver fotos das fachadas associadas aos pontos no mapa, é possível visualizá-las). Também é possível fazer medições de áreas (suponha que você deseja saber quais os postos de saúde mais próximos de sua casa, por exemplo, em um raio de 500 metros de distância, este tipo de medição é realizada através desta interface);

GeoMobile: acessível através de qualquer dispositivo móvel (celular, tablet), esta interface permite que o cidadão encaminhe sua solicitação para a Prefeitura, automaticamente, podendo anexar fotos (imagine se deparar com uma árvore caída numa via movimentada, você pode avisar a Prefeitura do ocorrido e solicitar a retirada, anexando suas fotos à solicitação).

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